Lei Geral de Proteção de Dados: o que o e-commerce precisa fazer?

De compras online a redes sociais, todos estão sujeitos à nova Lei de Proteção de Dados (LGPD). Em vigor desde agosto de 2020, a LGPD visa criar um cenário de segurança jurídica para o cuidado com os dados pessoais de todo cidadão que estiver no Brasil. Para falar sobre esse tema, o advogado e fundador do Instituto de Defesa do Cidadão na Internet, José Antonio Milagre, foi o convidado desta quinta-feira (24) da live AproxiME, produzida pelos Correios para apoiar pequenos e médios empreendedores neste momento desafiador.

A conformidade com a LGPD, segundo o especialista, é um diferencial competitivo para os negócios virtuais, uma vez que os consumidores estão cada vez mais atentos à importância da proteção de seus dados pessoais quando fazem compras e transações online. Confira o resumo dos principais pontos abordados na live.

Dados sensíveis

Apesar de serem insumos importantes para ações de marketing e tomada de decisões nos negócios, alguns dados pessoais são considerados sensíveis, segundo o advogado, pois sua exposição pode gerar danos, discriminação ou prejudicar pessoas, além de ferir direitos e liberdades individuais.

Como exemplo de dados sensíveis, ele citou aqueles sobre origem racial e saúde, filiação a sindicato ou organização religiosa ou política.

Direitos dos titulares

De acordo com José Antonio, existem três tipos de atores para os quais todo e-commerce deve estar atento: os titulares de dados pessoais (clientes, colaboradores ou fornecedores); o encarregado da proteção dos dados (responsável na empresa pela interface entre ela e os titulares) e os agentes que tratam dados (como a empresa responsável por hospedar seu site, por exemplo).

Alguns dos principais direitos dos titulares de dados, segundo a LGPD, são: direito ao acesso a dados que lhe dizem respeito; direito de corrigir dados incompletos, errados ou desatualizados; e saber com quais entes públicos ou privados seus dados são compartilhados.

Princípios e responsabilidades

O advogado elencou ainda alguns princípios de tratamento de dados que devem ser seguidos para adequar o seu e-commerce à LGPD. São eles: finalidade (especificar a razão da coleta de dados); necessidade (coletar apenas o que é necessário ao negócio); qualidade (ter informações corretas, íntegras e atualizadas); segurança (demonstrar que os dados estão seguros); e prestação de contas (ter documentos que evidenciem o cumprimento da lei).

José Antonio lembrou ainda que toda empresa está sujeita a ser responsabilizada judicialmente por eventuais violações à LGPD e a sanções administrativas, como multas e até a proibição total ou parcial de atividades relativas a tratamento de dados. Para concluir, o especialista ressaltou que o Sistema de Gestão da Proteção de Dados (SGPD) pode ser muito útil ao e-commerce, pois delimita uma série de passos para assegurar a conformidade das empresas com a legislação.

Sobre as lives AproxiMe – Com o objetivo de apoiar lojistas no fortalecimento e desenvolvimento de seus negócios, frente à tendência de aceleração do consumo digital, as lives do programa AproxiME dos Correios trazem conteúdos relevantes sobre o comércio eletrônico. Os encontros virtuais ocorrem às quintas-feiras, a partir das 11h, e estão disponíveis no canal oficial dos Correios no YouTube.

Coleta Seletiva Solidária dos Correios gera renda para catadores

Para cuidar das gerações futuras, os Correios buscam integrar as dimensões social, ambiental e econômica em tudo que fazem. Por meio da sua Política de Sustentabilidade, a empresa promove diversas ações para evitar desperdícios, minimizar impactos ambientais das suas atividades e contribuir para a inclusão social. Entre elas está a Coleta Seletiva Solidária, programa que garante a separação correta do lixo descartado pela empresa para reaproveitamento por cooperativas de reciclagem.

Só em 2020, a estatal destinou mais de 1,7 mil toneladas de resíduos recicláveis para 45 associações em todo o País, contribuindo para a geração de renda de mais de 750 catadores. O material mais descartado pelos Correios foi o papel/papelão (1.528 toneladas), seguido por plástico (169,50 toneladas), metal (16,23 toneladas) e vidro (0,21 toneladas).

A escolha das cooperativas cadastradas é feita por revezamento: cada associação recebe o material reciclado da empresa por determinado período. Neste mês, no Ceará, foi a vez da Sociedade Comunitária de Reciclagem de Lixo do Pirambu, com sede em Fortaleza. Segundo a presidente da associação, Janete Cabral, a Coleta Seletiva Solidária dos Correios irá contribuir para aumento da renda dos associados neste período de pandemia.

“A destinação dos materiais dos Correios, principalmente papel, vai, sem dúvida, nos ajudar a aumentar a renda de nossos associados”, destacou. Janete afirma que muitos dos membros da associação não têm instrução, mas têm consciência e amor pelo o que fazem. “Sabemos da importância do nosso trabalho. Fazemos por necessidade, mas também por amor e pela causa: para contribuir com o meio ambiente e o bem-estar das pessoas”, ressalta.

Serviços ecoeficientes

A responsabilidade socioambiental dos Correios também inclui oferecer produtos e serviços que aliam inovação tecnológica e eficiência à redução de impactos ambientais. Conheça alguns dos serviços ecoeficientes dos Correios:

· e-Carta: serviço que oferece postagem eletrônica, impressão de objeto e entrega em domicílio. A impressão é feita em papel de fonte renovável, manipulada de forma ambientalmente responsável. Com o encurtamento da distância a ser percorrida para transportar o objeto, a solução promove ainda a redução de emissão de CO2;

· Mala Direta Especial: para evitar a postagem de objetos com CEPs inválidos ou mal endereçados, o serviço realiza a validação direta do CEP ao receber o arquivo eletrônico. O arquivo de CEPs incorretos é devolvido ao cliente para que ele atualize sua base de dados. Assim, são evitados devoluções e deslocamentos desnecessários.

Além de serviços ecoeficientes, 100% das caixas de encomendas e envelopes comercializados nas agências da empresa possuem a certificação Forest Stewardship Council (FSC), do Programa Brasileiro de Certificação Florestal, que assegura a exploração sustentável das florestas.

Programa Ecopostal dos Correios beneficia mulheres em situação de vulnerabilidade

Uniformes de carteiros se transformam em novos objetos, gerando renda para famílias em situação de vulnerabilidade social. Foto: Correios/Divulgação

Doar uniformes de carteiros, malas e malotes sem uso para a empresa, mas em bom estado de conservação, para serem transformados em outros objetos. Esse é o objetivo do programa Ecopostal, realizado pelos Correios desde 2013. Por meio da iniciativa, cooperativas selecionadas em diversos Estados transformam artesanalmente os itens inservíveis, que seriam descartados, em materiais que geram emprego e renda para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Na capital federal, camisas de carteiros doadas pelos Correios estão sendo usadas para a confecção de roupinhas de bebê para o programa “Mães Unidas”, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) em parceria com a instituição BPW Brasília.

O objetivo do projeto é proporcionar apoio às gestantes e às mães de crianças com até dois anos de idade. As mulheres atendidas devem ser, preferencialmente, adolescentes, beneficiárias do Programa Bolsa Família, e mães de crianças com deficiências.

Dentro do projeto, haverá a distribuição das “caixas do bebê”, mini-berços com enxoval, materiais de higiene, fraldas e roupas para as primeiras semanas de vida da criança. Mais de 520 conjuntinhos infantis confeccionados com os uniformes do projeto Ecopostal dos Correios vão compor o enxoval.

A presidente da BPW Brasília, Bernadeth Martins, se emociona ao falar da ação. “Esse projeto é muito incrível. A gente pega cada camiseta dos Correios, corta e transforma nessas belezuras”, diz, mostrando uma roupinha de bebê feita com o tecido amarelo.

A BPW Brasília também promove a capacitação de mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade, por meio de oficinas realizadas com artesãs do Distrito Federal. Em apoio ao projeto, o programa Ecopostal já doou mais de 64 mil itens para as oficinas, entre camisetas, malotes e malas, que se transformaram em produtos como máscaras de proteção facial e mochilas.

O programa Ecopostal já doou mais de 64 mil itens para confecção de produtos como máscaras de proteção facial e mochilas. Foto: Divulgação

Ecopostal – A cada seis meses, uniformes de empregados dos Correios e malotes inutilizados pelo desgate são substituídos por novos itens. Até 2013, por questões de segurança, todo esse material inservível era jogado no lixo. Com a criação do programa Ecopostal, a empresa encontrou um novo destino para esses objetos.

Ao direcionar os tecidos para ações de reaproveitamento, o projeto reduz impactos ambientais e ainda promove inclusão social e geração de renda. A ação reforça o compromisso dos Correios em ser uma empresa socialmente responsável, economicamente viável e ambientalmente correta.

Concurso Internacional de Cartas: jovens relatam desafios e aprendizados na pandemia

Com o objetivo de melhorar a alfabetização de jovens de até 15 anos em todo o mundo, o Concurso Internacional de Redação de Cartas é promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU), sediada em Berna, na Suíça e realizado no Brasil pelos Correios. Neste ano, em que a iniciativa celebra a sua 50a Edição, o tema escolhido para a redação foi: “Escreva uma carta a um familiar, contando sobre sua experiência da Covid-19”.

Por meio do mote sugerido, os textos revelam os principais impactos da pandemia na vida de crianças e adolescentes no Brasil. As percepções vão desde a dificuldade com o isolamento e o estudo remoto, até o tédio, intensificado pelo quebra da rotina.

“Fiz o máximo que pude para proteger a mim e aos meus pais. Mas tenho que confessar uma coisa: estou cansada de ficar em casa! Cansei da monotonia, das aulas on-line, de apenas estudar. Preenchi meus dias com música, leitura e aprendi novos idiomas para desbravar o mundo assim que puder”, relatou a estudante Ana Clara Lopes Motas (13), do Rio de Janeiro (RJ), em um trecho da sua carta.

Mesmo diante das dificuldades impostas pela pandemia, o momento também está sendo de aprendizado para muitos jovens: “Em meio a tantos problemas, percebi algumas coisas boas, como ficar mais perto dos meus pais. Agora ajudo nas atividades domésticas muito mais do que antes. Eu aprendi a cozinhar muitas coisas novas, e não estou fazendo isso por obrigação” revelou Fernando Silocchi- 15 anos, Farroupilha/RS.

A convivência maior com os pais também foi comemorada pela estudante Geovana de Jesus Silva (14), de Campo Novo do Parecis (MT). “Uma das coisas boas que aconteceu, foi que meus pais estão passando mais tempo em casa com a gente, fazemos várias brincadeiras em família para passar o tempo e isso nos uniu muito, confesso que sentia falta desse convívio com eles. (…) Sou feliz por isso, e sei que muitas famílias não aguentaram a pressão do convívio uns com os outros, causando desentendimentos e até separações”.

Para Silas Manoel Freitas da Silva, (15), de Carpina (PE), a “pandemia ajudou a perceber que a vida é bela em sua simplicidade, que ela [a vida] é a mais importante de nossas prioridades”, escreveu o adolescente.

Sobre o concurso – Os Correios participam do Concurso Internacional de Redação de Cartas desde 1972. Nesse período, nosso País fez bonito: é o segundo melhor colocado em âmbito internacional dentre 191 países. O Brasil já conquistou três medalhas de ouro (1972 /1988 / 2006), duas medalhas de prata (1978 / 1980), duas medalhas de bronze (1992 / 2015) e recebeu menções honrosas na etapa internacional em 2009, 2012, 2016, 2017 e 2018, superado apenas pela China, que tem cinco medalhas de ouro.

Live AproxiME: por que registrar a marca do seu e-commerce

O advogado e professor Carlos Alberto Martins Júnior foi o convidado da live da série AproxiME, nesta quinta-feira (27), apresentada no YouTube e produzida pelos Correios para apoiar pequenos e médios empreendedores neste momento desafiador. O especialista em direito empresarial discorreu sobre a importância da marca para uma empresa e de como ela deve ser vista como um patrimônio a ser preservado.

Juridicamente, marca é todo sinal distintivo, visualmente perceptível e que identifica e distingue produtos e serviços. Mas é, também, segundo Carlos Alberto, “aquilo que diferencia o seu produto ou serviço de um concorrente”. Assim, a marca funciona como um cartão de visitas que antecede a compra pelo consumidor.

Também é com base na marca que o consumidor busca reduzir os riscos envolvidos ao comprar um produto ou serviço. Durante a live, o especialista detalhou três tipos de riscos avaliados: o risco físico (que envolve riscos à saúde), o risco financeiro (o consumidor optará por um banco que confia para cuidar de seu dinheiro, por exemplo) e o risco social (pessoas podem ser socialmente avaliadas pelas marcas que usam, como no caso de roupas e automóveis).

Registre a sua marca

Segundo a Lei de Propriedade Industrial, uma forma de proteção de bens imateriais é a patente de invenção, relativa a invenções originais (por exemplo, o computador). Outra forma de proteção é o registro da marca, que, segundo Carlos, é a que merece mais atenção para os pequenos e médios empreendedores.

Por isso, além de consolidar e investir em uma percepção positiva da sua marca, é importante registrá-la no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Isso garante exclusividade no uso da marca dentro de sua atividade comercial. O registro pode ser feito no site do instituto na internet, tanto por pessoa física quanto por pessoa jurídica.

“Os valores são acessíveis mesmo para quem tem um pequeno negócio”, segundo Carlos Alberto. No site do instituto, há mais informações sobre como fazer o registro. Também é aconselhável verificar junto ao INPI se alguém já pediu o registro de uma marca igual ou similar, pois isso pode evitar dores de cabeça ao empreendedor, que poderia ser acusado de tentar usar uma marca que já existe.

Atente-se ao prazo de renovação

Ao contrário das patentes, as marcas não caem em uso comum, mas sua concessão de uso deve ser renovada a cada dez anos, contados a partir do momento da concessão. É importante ter em mente que, do pedido à efetiva concessão do registro, pode demorar mais de dez meses. O pedido de renovação deve ser feito um ano antes de expirado o prazo de concessão.

No entanto, a concessão da marca não garante por si só o domínio de internet com o nome da marca, por mais original e diferente que ele seja. Tratam-se de coisas diferentes: é necessário possuir tanto a concessão da marca quanto o registro do domínio na internet.

Uma vez que o empreendedor tenha registrado devidamente a sua marca, ele pode, inclusive, licenciá-la para que terceiros a utilizem e receber royalties por isso. Por exemplo, se você fabrica determinado produto para o público infantil, pode licenciar sua marca para alguém que produz camisetas.

Desde que se destinem a ramos totalmente distintos, duas marcas podem inclusive ter o mesmo nome; é o caso, por exemplo, do mesmo nome para uma revista e para um produto de limpeza. Mas, há exceções em relação a isso que serão vistas mais abaixo.

Tenha uma marca forte

Uma marca que possua distinção e fuja de expressões de uso comum é um dos pontos mais importantes para um e-commerce, segundo o especialista. Marcas que usam palavras de uso comum podem posteriormente sofrer com a concorrência de empresas com nomes parecidos.

A originalidade também vale para o design das embalagens. “Quando dois produtos têm marcas e características diferentes, mas embalagens muito parecidas, pode levar o consumidor inadvertidamente a comprar o produto de um concorrente”, ressaltou o advogado.

Ao finalizar a live, o especialista alertou que, embora seja possível cadastrar marcas no INPI sem a necessidade de contratar serviços de advocacia, é importante procurar ajuda de um profissional se você suspeitar que alguém está querendo usurpar sua clientela utilizando sua marca de alguma forma.

Made in Caicó: bordados do RN conquistam o mundo com apoio dos Correios

Foto: Arquivo pessoal

A 282 km da capital do Rio Grande do Norte, um pequeno município viu nascer das mãos habilidosas de mulheres o mais genuíno de seus produtos, que lhe rendeu o título de “Terra do Bordado”. Erguido na fé e na lida do povo sertanejo, Caicó tem uma população de pouco mais de 68 mil habitantes e é rico em cultura e tradições que atravessam gerações.

Enxovais de recém-nascidos, roupas de cama e toalhas, feitos com riqueza de detalhes, seja no bordado matizado ou em ponto richelieu, ganham forma no ritmo compassado da máquina de costura guiada pelas mãos das bordadeiras. Herança portuguesa, a prática, antes restrita ao lar, ganhou notoriedade pela beleza e originalidade de suas peças, gerando renda para cerca de 5 mil mulheres da região.

Foto: Arquivo pessoal

Os Correios, maiores parceiros das micro e pequenas empresas, têm garantido a logística de vendas on-line dos bordados de Caicó para outros Estados e, também, para o exterior, ajudando a levar a cultura e a tradição do bordado para o mundo. Mas, em tempos de pandemia, as bordadeiras também precisaram se reinventar: saíram de cena os eventos e feiras de artesanato e ganharam espaço os posts nas redes sociais e as vendas pelo e-commerce.

Novos produtos também entraram no portfólio, como as máscaras de proteção bordadas. “Antes da pandemia, vendia pouco pela internet, mas tive que rever minhas estratégias. Agora já pego encomendas de todas as regiões do país e até já exportei para Portugal, com o apoio e a orientação da equipe dos Correios, que sempre foi muito prestativa e tirou todas as minhas dúvidas”, conta a bordadeira Cleidilene Ferreira.

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Correios projeta inovações nos serviços com a chegada da tecnologia 5G

Impulsionados pelo incremento da automação digital em suas operações nos últimos dois anos, os Correios vislumbram uma série de inovações em seus serviços e produtos com a chegada da tecnologia 5G ao país. Com as novas possibilidades de conexão, a estatal pretende agregar mais valor aos seus processos produtivos e ampliar a oferta de serviços digitais aos cidadãos que vivem nos pontos mais longínquos do Brasil.

Atualmente, a empresa conta com mais de 25 mil chips instalados nos smartphones utilizados pelos carteiros, que permitem a atualização em tempo real dos status de mais de 2,8 milhões de encomendas entregues diariamente em todo país.

Foto: Divulgação/Correios

Outras iniciativas em curso, que buscam oferecer uma melhor experiência aos clientes por meio de canais físicos e digitais, certamente também serão potencializadas no ambiente 5G. Será possível, por exemplo, a abertura de mais pontos de atendimento na modalidade “Correios Aqui”, bem como agilizar a instalação dos lockers Correios, armários inteligentes que oferecem mais praticidade na hora de receber as encomendas. Alojados em locais de fácil acesso e grande circulação de pessoas – como estações de metrô, rodoviárias e shoppings – , os equipamentos devem ser instalados, ainda em 2021, em mais de 150 pontos em todo o país. 

Locker Correios. Foto: Divulgação/Correios

Com a chegada da tecnologia 5G, os Correios ainda têm a expectativa de aumentar a disponibilidade e integração de seus dispositivos, bem como a sua capacidade de processamento de dados. Essa evolução digital e de automação está sendo estudada com objetivo de promover avanços na robotização nos fluxos operacionais, como no caso do projeto de roteirização dinâmica, que permitirá o cálculo das rotas de distribuição por meio de algorítimos, melhorando o atendimento na última milha. 

Divulgação/Correios

Há também projetos de uso de telemetria embarcada na frota dos Correios, para obter informações de localização e dirigibilidade dos veículos, aumentando a eficiência e segurança nas entregas. Estas inovações já estão em desenvolvimento, com previsão de implantação até 2022.  

Com uma plataforma digital mais robusta, os Correios continuarão a interligar pessoas e negócios, mas elevando significativamente a qualidade dos seus serviços. “A empresa está atenta a estas oportunidades e comprometida com as adaptações necessárias para modernização do seu portfólio, que traz a segurança e a confiabilidade já reconhecidas da marca Correios”, destaca o superintendente de Tecnología da estatal, Thiago Kovalski.

Live AproxiME: como escolher a plataforma ideal para seu e-commerce

A escolha da plataforma é umas das decisões cruciais para o sucesso do empreendimento on-line. Para ajudar pequenos e médios empresários nessa missão, a live AproxiME desta quinta-feira (13) convidou o head of Business Live E-commerce e CEO da Painell 10 Consultoria, Elvis Gomes, para falar sobre o assunto. O Blog dos Correios selecionou abaixo as principais dicas do especialista.

Compare os tipos de plataformas

Antes de decidir qual é a melhor plataforma de e-commerce, você deve conhecer os principais tipos e os modelos de comercialização. Segundo Gomes, existem três tipos de plataformas: a open source – aberta, mais acessível, porém ainda assim necessita de suporte técnico; a proprietária – que envolve custos, sendo mais indicada para operação de médio e grande porte; e a SAAS (Software as a Service) – serviço disponibilizado na nuvem, o mais usado e indicado atualmente.

“Para escolher entre os três modelos, o empreendedor precisa conhecer seu momento e, o mais importante, ter um planejamento de onde ele quer chegar para poder definir a plataforma que melhor atenda o seu negócio”, aconselhou Gomes.

Utilize ferramentas de integração

Para facilitar a usabilidade e a venda dos produtos, o e-commerce precisa ter ferramentas básicas de integração. As principais, listadas por Elvis, são: sistema de ERP, pagamentos, envios, market place e ferramentas de conversão.
O empreendedor também precisa estar atento aos recursos que irão facilitar tanto a vida do cliente quanto a dele, como um cronômetro que mostre que determinado produto vai sair da promoção ou que está em fim de estoque, fazendo com que o consumidor se apresse em comprar.

Outras ferramentas de integração também foram citadas pelo especialista, entre elas a plataforma Sigep dos Correios (sistema desenvolvido com a finalidade de facilitar e agilizar a preparação e gerenciamento das postagens de encomendas pelos clientes), divisão de frete, embalagem de presente, busca inteligente, link de rastreio e gerenciamento de pop-up.

Priorize o atendimento

Ao final, questionado pelo apresentador da live sobre qual era o item mais importante, aquele que não pode faltar de forma alguma em uma boa plataforma, Elvis Gomes foi enfático: um serviço de atendimento que funcione, que responda rápido e de forma efetiva.

As lives do programa AproxiME dos Correios trazem conteúdos relevantes sobre o comércio eletrônico, com o objetivo de apoiar lojistas no fortalecimento e desenvolvimento de seus negócios, frente à tendência de aceleração do consumo digital. Os encontros virtuais ocorrem às quintas-feiras, a partir das 11h, e estão disponíveis no canal oficial dos Correios no YouTube.

Frete: como definir o preço da entrega do seu e-commerce

Toda loja virtual já se deparou com o seguinte desafio em algum momento: a precificação do frete. Ao mesmo tempo que o recurso viabiliza as vendas online, o valor cobrado pelo envio pode se tornar um obstáculo para os negócios virtuais. Quando não calculado e planejado estrategicamente, o frete pode comprometer o caixa e os resultados da empresa.

A cobrança do serviço interfere diretamente no preço final que o cliente está disposto a pagar e é um dos grandes motivadores de abandono de “carrinho”. Muitas vezes, o consumidor visualiza o valor do produto, se interessa em comprá-lo, mas desiste da operação quando considera o valor do envio alto. Por outro lado, quando é percebido como um benefício, essa escolha no check-out da compra deixa de ser visto como uma cobrança, para virar um ganho.

Segundo a coordenadora do Escritório de Negócios em Comércio Eletrônico (ENCE) dos Correios, Debora Sacomandi, acertar a mão na hora de precificar o frete é um fator decisivo para estimular as vendas e estreitar a relação com os clientes. “Oferecer um valor de frete equilibrado e competitivo demanda estudo e análise criteriosa. Quando isso é feito corretamente, o retorno tende a ser muito positivo, tanto para as finanças quanto para a imagem do e-commerce. Os clientes percebem o valor da oferta e, assim, são conquistados e fidelizados”, ressalta.

4 tipos de precificação de frete

Para estabelecer a política de frete da sua empresa, o melhor caminho é planejar as estratégias de precificação e entender a formação de preço dos seus produtos. Tão importante quanto promover descontos de frete é garantir que ele seja aceito entre o seu público e recorrente em novas vendas. Ações agressivas podem comprometer a sustentabilidade do seu negócio, por falta de respaldo financeiro para a sua manutenção.
Confira abaixo quatro estratégias de precificação de frete:

Frete fixo
O lojista estabelece um valor fixo para todas as remessas, ou por região, para facilitar a comunicação da sua política de frete. Para isso, a loja virtual analisa os valores médios de frete e institui o fixo, se comprometendo a assumir a diferença. Se a média das remessas é R$ 20, por exemplo, e valor do frete fixo é R$ 9,90, a diferença de R$ 10,10 será paga pelo vendedor.

Frete grátis
Sinônimo de venda certa, é o mais querido dos consumidores. A estratégia em que o lojista assume integralmente os custos de envio pode ser utilizada de forma permanente ou em eventos especiais: promoções por 24 horas, compras realizadas aos fins de semana, trocas de coleções ou datas comemorativas. É recomendável definir um valor mínimo de compra para acesso ao benefício e instigar o cliente por meio de recursos visuais, como barra progressiva.

Frete surpresa
Tipo de frete que pode ser utilizado como estratégia de marketing, já que é uma outra forma de cativar o cliente. Se ele escolheu, por exemplo, uma modalidade econômica no check-out, receber o produto antes do previsto, por meio de um serviço de entrega expressa, certamente será surpreendido de forma positiva.

Frete regionalizado
Aquele em que o valor é estabelecido de acordo com a localidade da entrega do produto e varia de acordo com o custo que o lojista deseja assumir. Pode ser setorizado por estados, regiões geográficas, divisas, dentre outros.

Os tipos de precificação descritos acima podem ser adotados e atualizados em qualquer tempo. A escolha das estratégias deve estar sempre alinhada aos resultados esperados para a sua empresa, ao planejamento de vendas estabelecido para o seu negócio e considerar aspectos técnicos, financeiros e de localização, assim os preços praticados nas tabelas dos transportadores, por exemplo.

O seu e-commerce pratica alguma dessas estratégias de frete? Se precisar de ajuda, conte com a equipe do Escritório de Negócios em Comércio Eletrônico (ENCE) dos Correios para personalizar sugestões de frete para a sua empresa. É só entrar em contato pelo e-mail comercioeletronico@correios.com.br.

Correios é o principal aliado de pequenas livrarias na pandemia

Ruan Souza abriu um sebo virtual durante a pandemia. Foto: Arquivo Pessoal

Se antes da pandemia de COVID-19 os Correios já eram os maiores parceiros do comércio eletrônico brasileiro, com a concentração das vendas on-line a empresa passou a ser o principal aliado de muitos empreendedores. Uma solução exclusiva da estatal tem viabilizado, por exemplo, a inserção de pequenas livrarias e sebos do País no mercado das vendas on-line.

Chamado registro módico, o serviço dos Correios para envio de livros e material didático é cerca de 50% mais barato que o frete convencional. Isso porque a solução não cobra pela distância, mas pelo peso: um envio de livro para outro Estado custa o mesmo que para alguns quarteirões de distância.

Foi graças a essa opção de envio que muitos livreiros conseguiram manter seus negócios na pandemia e, até mesmo, aproveitar o aumento das vendas online. O segmento foi um dos que mais cresceu no e-commerce: a venda de livros físicos pela internet aumentou 44% no ano passado, na comparação com o ano anterior.

Para o livreiro Deyvisson Machado, os serviços dos Correios são os mais justos do mercado. Foto: Arquivo Pessoal

O microempreendedor Deyvisson Cardoso Machado viu as vendas da sua livraria on-line despencarem no início da pandemia, mas conta que, desde julho, o aumento da demanda foi de quase 50%. “Muitos estudantes, graduandos e doutorandos aproveitaram a quarentena para colocar em prática suas pesquisas. Hoje, mesmo sendo um microempreendedor, estou mais tranquilo em relação às vendas”, comemora.

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