Os Correios nos menores municípios do país

Na pacata Serra da Saudade (MG), governo se faz presente por meio dos Correios

Kárita Sena

Em um país conhecido por sua diversidade de culturas, economias e povos, muitos brasis constituem o gigante Brasil. O território nacional abrange desde grandes e movimentadas metrópoles a pequenas cidades e vilas de zonas urbanas e rurais. São mais de 210 milhões de habitantes e só uma instituição consegue chegar a todos eles: os Correios. Em 60% dos municípios brasileiros, a empresa é a única representante da União.

É o caso da pacata Serra da Saudade, município com a menor população do Brasil. Os seus 781 moradores são conhecidos pelo nome na agência postal da cidade. A demanda pelos serviços de Correios vão desde consulta na Serasa, à emissão e regularização de CPF, passando pelo envio de encomendas, logística reversa, e entrega de cartas.

Ao lado da agência dos Correios, a pracinha e a igreja matriz formam o cenário principal do pequeno município. Há mais de dez anos em Serra da Saudade, o atendente dos Correios Lucas Faria recebe regularmente convites para jantar, jogar baralho e conversar, fruto de uma longa convivência com os moradores. “Já sou de casa”, conta ele, que também faz a distribuição postal na cidade.

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Logística fluvial garante serviços postais na região norte

Paula Ramos


Presente em todos os 5.570 municípios do Brasil, os Correios conhecem bem as dimensões continentais e a diversidade do país. Para entregar cerca de meio bilhão de objetos postais por mês em todo o território nacional, a empresa precisa driblar diferenças geográficas, econômicas e sociais.

Na região norte, a maior do país em área territorial, possui também a maior bacia hidrográfica do mundo: a amazônica. São mais de 16 mil quilômetros de malha hidroviária, o que faz dos rios da região a principal via de transporte de passageiros e cargas.

Embarcações repletas de alimentos, eletrodomésticos, materiais de construção, medicamentos e muitos outros objetos, além de passageiros, compõem a paisagem da região. Dono de uma pequena loja de informática na ilha do Marajó, a 228 quilômetros de Belém, Izanias de Sousa Ferreira é um dos microempreendedores que utilizam os serviços dos Correios para manter o seu negócio.

O empresário Izanias de Sousa prefere receber seus pedidos na agência dos Correios. Foto: Divulgação/Correios

“Desde um capacitor até um ventilador a gente pede pelos Correios, porque o frete é mais rápido e barato que na transportadora. Nos Correios demora em média 10 dias para chegar, enquanto na transportadora o mínimo são 21 dias”, relata Izanias.

Com a missão de conectar pessoas, instituições e negócios, clientes como Izanias movem a maior empresa pública do Brasil a oferecer soluções acessíveis e confiáveis. “Os Correios são fundamentais para o funcionamento da cidade: desde enviar um documento via carta registrada até um Sedex”, reconhece o empresário.

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O carteiro da Independência

Fernanda Lobo

Você sabia que na história do Brasil temos um carteiro que se notabilizou? O oficial do Tribunal Militar, Paulo Emílio Bregaro, teve um importante papel nos bastidores da Independência do país. Foi ele quem, em 1822, levou para o príncipe Dom Pedro a carta com as notícias de Portugal que culminaram no rompimento político com a Península Ibérica e na Independência do Brasil.

As palavras ditas pelo conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, ao recomendar pressa na entrega das correspondências, ainda hoje simbolizam o trabalho responsável do carteiro: “Arrebente e estafe quantos cavalos necessários, mas entregue a carta com toda a urgência” – segundo uma versão. “Se não arrebentar uma dúzia de cavalos, no caminho, nunca mais será correio; veja o que faz!” – aponta outra.

Por seu feito, Paulo Bregaro é considerado o patrono dos Correios. Na cidade de São Paulo, no bairro do Ipiranga, próximo de onde foi proclamada a Independência, há uma rua que o homenageia.

ENCOMENDAS INTERNACIONAIS
Compra internacional: opções de frete e prazos de entrega

Camila Gusmão
camilagusmao@correios.com.br


Você já realizou compras em sites internacionais e ficou esperando ansiosamente pela a sua encomenda? Para esclarecer os prazos de entrega dos objetos vindos do exterior e evitar frustrações, a série “Encomenda Internacional” vai explicar todo o processo envolvido nesse tipo de compra. 

Antes de mais nada, é preciso conhecer todas as opções de fretes oferecidas pelos Correios. O tipo de serviço contratado pode reduzir significativamente o tempo para que a sua encomenda chegue até você. Para quem tem urgência, a opção de frete grátis oferecida por lojas virtuais, por exemplo, pode ser uma “pegadinha”.

Também é importante saber que qualquer compra realizada em outro país é considerada uma importação, sujeita à legislação aduaneira. Os objetos são fiscalizados pela Receita Federal para impedir a entrada de produtos perigosos ou ilegais no país como, por exemplo, entorpecentes. O tempo que a Alfândega leva para verificar as encomendas é variável e, portanto, irá interferir no prazo de entrega previsto.

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Patrimônio arquitetônico dos Correios preserva história do Brasil

Centro Cultural Correios São Paulo, no Vale do Anhagabaú.

Kárita Sena

Tradição e modernidade formam a marca dos Correios. Com três séculos e meio de existência, além do registro histórico em peças filatélicas, a empresa expressa a trajetória do país no seu patrimônio arquitetônico. Prédios históricos como do Anhangabaú, que abriga a Agência Central e o Centro Cultural dos Correios em São Paulo, construído em 1922, convivem e contrastam com modernos complexos logísticos como o de Cajamar (SP).

Antes mesmo de ser transformada em empresa, no início do século passado os Correios investiam em modernas construções para sediar a empresa. Nas décadas de 1920 e de 1930, seguindo uma tendência mundial, foram inaugurados imponentes prédios da empresa em cidades como Recife (PE), Manaus (AM), Petrópolis (RJ), João Pessoa (PB), São Paulo (SP) e Santos (SP).

Nessa época, investimentos no setor postal e telegráfico formavam uma conjugação de esforços para alinhamento do país aos movimentos de modernização nas comunicações e de incentivo à integração nacional. O prédio do Vale do Anhangabaú, com sua imponente fachada na capital paulista, ficou marcado por sua ampla e moderna estrutura, além de características como a generosa entrada de iluminação natural.

O local tornou-se um ponto tão marcante na paisagem urbana da capital paulista que a Praça Pedro Lessa ficou conhecida como “Praça do Correio”. O espaço hoje abriga o Centro Cultural Correios de São Paulo.

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