Logística fluvial garante serviços postais na região norte

Paula Ramos


Presente em todos os 5.570 municípios do Brasil, os Correios conhecem bem as dimensões continentais e a diversidade do país. Para entregar cerca de meio bilhão de objetos postais por mês em todo o território nacional, a empresa precisa driblar diferenças geográficas, econômicas e sociais.

Na região norte, a maior do país em área territorial, possui também a maior bacia hidrográfica do mundo: a amazônica. São mais de 16 mil quilômetros de malha hidroviária, o que faz dos rios da região a principal via de transporte de passageiros e cargas.

Embarcações repletas de alimentos, eletrodomésticos, materiais de construção, medicamentos e muitos outros objetos, além de passageiros, compõem a paisagem da região. Dono de uma pequena loja de informática na ilha do Marajó, a 228 quilômetros de Belém, Izanias de Sousa Ferreira é um dos microempreendedores que utilizam os serviços dos Correios para manter o seu negócio.

O empresário Izanias de Sousa prefere receber seus pedidos na agência dos Correios. Foto: Divulgação/Correios

“Desde um capacitor até um ventilador a gente pede pelos Correios, porque o frete é mais rápido e barato que na transportadora. Nos Correios demora em média 10 dias para chegar, enquanto na transportadora o mínimo são 21 dias”, relata Izanias.

Com a missão de conectar pessoas, instituições e negócios, clientes como Izanias movem a maior empresa pública do Brasil a oferecer soluções acessíveis e confiáveis. “Os Correios são fundamentais para o funcionamento da cidade: desde enviar um documento via carta registrada até um Sedex”, reconhece o empresário.

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O carteiro da Independência

Fernanda Lobo

Você sabia que na história do Brasil temos um carteiro que se notabilizou? O oficial do Tribunal Militar, Paulo Emílio Bregaro, teve um importante papel nos bastidores da Independência do país. Foi ele quem, em 1822, levou para o príncipe Dom Pedro a carta com as notícias de Portugal que culminaram no rompimento político com a Península Ibérica e na Independência do Brasil.

As palavras ditas pelo conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, ao recomendar pressa na entrega das correspondências, ainda hoje simbolizam o trabalho responsável do carteiro: “Arrebente e estafe quantos cavalos necessários, mas entregue a carta com toda a urgência” – segundo uma versão. “Se não arrebentar uma dúzia de cavalos, no caminho, nunca mais será correio; veja o que faz!” – aponta outra.

Por seu feito, Paulo Bregaro é considerado o patrono dos Correios. Na cidade de São Paulo, no bairro do Ipiranga, próximo de onde foi proclamada a Independência, há uma rua que o homenageia.

ENCOMENDAS INTERNACIONAIS
Entenda as opções de frete e os prazos de entrega para compras internacionais

Camila Gusmão
camilagusmao@correios.com.br


Você já realizou compras em sites internacionais e ficou esperando ansiosamente pela a sua encomenda? Para esclarecer os prazos de entrega dos objetos vindos do exterior e evitar frustrações, a série “Encomenda Internacional” vai explicar todo o processo envolvido nesse tipo de compra. 

Antes de mais nada, é preciso conhecer todas as opções de fretes oferecidas pelos Correios. O tipo de serviço contratado pode reduzir significativamente o tempo para que a sua encomenda chegue até você. Para quem tem urgência, a opção de frete grátis oferecida por lojas virtuais, por exemplo, pode ser uma “pegadinha”.

Também é importante saber que qualquer compra realizada em outro país é considerada uma importação, sujeita à legislação aduaneira. Os objetos são fiscalizados pela Receita Federal para impedir a entrada de produtos perigosos ou ilegais no país como, por exemplo, entorpecentes. O tempo que a Alfândega leva para verificar as encomendas é variável e, portanto, irá interferir no prazo de entrega previsto.

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Patrimônio arquitetônico dos Correios preserva história do Brasil

Centro Cultural Correios São Paulo

Kárita Ribeiro

Tradição e modernidade formam a marca dos Correios. Com três séculos e meio de existência, além do registro histórico em peças filatélicas, a empresa expressa a trajetória do país no seu patrimônio arquitetônico. Prédios históricos como do Anhangabaú, que abriga a Agência Central e o Centro Cultural dos Correios em São Paulo, construído em 1922, convivem e contrastam com modernos complexos logísticos como o de Cajamar (SP).

Antes mesmo de ser transformada em empresa, no início do século passado os Correios investiam em modernas construções para sediar a empresa. Nas décadas de 1920 e de 1930, seguindo uma tendência mundial, foram inaugurados imponentes prédios da empresa em cidades como Recife (PE), Manaus (AM), Petrópolis (RJ), João Pessoa (PB), São Paulo (SP) e Santos (SP).

Nessa época, investimentos no setor postal e telegráfico formavam uma conjugação de esforços para alinhamento do país aos movimentos de modernização nas comunicações e de incentivo à integração nacional. O prédio do Vale do Anhangabaú com sua imponente fachada na capital paulista ficou marcado por sua ampla e moderna estrutura, além de características como a generosa entrada de iluminação natural.

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