Iniciativa aumenta produtividade de carteiros em trabalho remoto

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os Correios implementaram medidas para proteger clientes e empregados, como a liberação de profissionais que estão enquadrados no grupo de risco para trabalho em domicílio. Para garantir a qualidade das entregas e a produtividade dos carteiros afastados, uma iniciativa inovadora permite que os profissionais façam o ordenamento de correspondências de casa.

Funciona assim: antes de serem entregues, os impressos precisam ser separados de acordo com as rotas percorridas pelos carteiros. Agora, em unidades dos Correios no Espírito Santo, onde o projeto está em desenvolvimento, carteiros em trabalho remoto realizam, de casa, essa triagem. Mais de 50 mil objetos já foram separados e ordenados dessa forma, desonerando as equipes que estão trabalhando presencialmente.

Carteiros de Vitória (ES) recebem em casa correspondências para triagem.

Além de facilitar as entregas realizadas pelos carteiros que estão nas ruas, a iniciativa permite aos que estão em trabalho remoto utilizar sua experiência e capacidade produtiva de forma mais efetiva. O conhecimento das caraterísticas e das peculiaridades de cada distrito é fundamental para que o ordenamento das correspondências seja bem executado.

“O encaminhamento da carga para a residência do carteiro é feita com base na viabilidade operacional e economia de recursos, como tempo e combustível”, explica o gerente de Atividades Externas dos Correios, Stéfano Marin Rezende. O controle é feito em formulário que registra quantidade de objetos entregues, com data e hora e garantia do sigilo das correspondências. No dia seguinte, há uma nova coleta e uma nova leva é entregue ao empregado.

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Troca de cartas auxilia na leitura e escrita de alunos em MT e PR

Mais de mil quilômetros separam 40 alunos do primeiro ano do ensino fundamental das cidades de Tesouro, em Mato Grosso, e Itambé, no Paraná. Distância vencida por meio da troca de correspondências entre as duas escolas públicas.

A tradicional carta tem sido a aliada das professoras das duas turmas – uma com 15 e outra com 25 estudantes – para trabalhar a leitura e a escrita. “Pensei em uma metodologia para desenvolver essas habilidades com maior facilidade e a ideia das cartas foi aprovada pelos alunos”, contou a professora Evânia Carmo Leão Heintze, da Escola Estadual Arnaldo Estevão de Figueiredo, de Tesouro (a 379 km de Cuiabá). Para colocar em prática o “Projeto Minha Cidade Meu Mundo”, ela contou com a participação da professora Margareth de Branco Costa, da Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé (a 441 km de Curitiba).

Segundo Margareth, como as crianças estão em fase de alfabetização, ela auxilia na redação das cartinhas, escrevendo no quadro o que os alunos demonstram interesse em perguntar a seus colegas de Mato Grosso. Eles também desenham o que mais gostam na sua cidade como forma de apresentação aos novos amigos.

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