Logística fluvial garante serviços postais na região norte

Paula Ramos


Presente em todos os 5.570 municípios do Brasil, os Correios conhecem bem as dimensões continentais e a diversidade do país. Para entregar cerca de meio bilhão de objetos postais por mês em todo o território nacional, a empresa precisa driblar diferenças geográficas, econômicas e sociais.

Na região norte, a maior do país em área territorial, possui também a maior bacia hidrográfica do mundo: a amazônica. São mais de 16 mil quilômetros de malha hidroviária, o que faz dos rios da região a principal via de transporte de passageiros e cargas.

Embarcações repletas de alimentos, eletrodomésticos, materiais de construção, medicamentos e muitos outros objetos, além de passageiros, compõem a paisagem da região. Dono de uma pequena loja de informática na ilha do Marajó, a 228 quilômetros de Belém, Izanias de Sousa Ferreira é um dos microempreendedores que utilizam os serviços dos Correios para manter o seu negócio.

O empresário Izanias de Sousa prefere receber seus pedidos na agência dos Correios. Foto: Divulgação/Correios

“Desde um capacitor até um ventilador a gente pede pelos Correios, porque o frete é mais rápido e barato que na transportadora. Nos Correios demora em média 10 dias para chegar, enquanto na transportadora o mínimo são 21 dias”, relata Izanias.

Com a missão de conectar pessoas, instituições e negócios, clientes como Izanias movem a maior empresa pública do Brasil a oferecer soluções acessíveis e confiáveis. “Os Correios são fundamentais para o funcionamento da cidade: desde enviar um documento via carta registrada até um Sedex”, reconhece o empresário.

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DE BRASIL A GENTE ENTENDE
Onde só os Correios chegam: extremo oeste do Acre

Rio Branco (AC) – Presentes em todos os 5.570 municípios do Brasil, os Correios são os únicos representantes da União em 60% deles. A missão da empresa não é só entregar correspondências e encomendas, mas integrar esses lugares ao resto do país. Também é garantir que todos os brasileiros, independentemente da localização, tenham cidadania e acesso a serviços públicos.

Por suas peculiaridades geográficas, as regiões Norte e Nordeste fogem do padrão logístico que praticamos nas demais regiões do país. Para acessar o ecossistema amazônico é necessário quase uma operação de guerra.

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Localizado no extremo oeste do Brasil, o estado do Acre tem a terceira menor população do país. Dos 22 municípios, quatro deles só têm acesso por via fluvial, durante o período de cheia dos rios, ou aérea – através do fretamento de aviões de pequeno porte. Além do serviço postal, os Correios também são o único instrumento público que leva serviços bancários à região.

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FILATELIA
O artista por trás do selo

Adriana Shibata é uma das criadoras da emissão especial Obras de William Shakespeare, eleita a segunda mais bonita do mundo em 2017. Foto: Arquivo pessoal

Kátia Salina

Imortalizada. É assim que uma ilustração se torna ao virar selo. Viajando pelo mundo afora, a obra conecta pessoas, pensamentos, mensagens e sonhos. Mas como será que se sente o artista que cria essas imagens?

“Para mim é motivo de orgulho, felicidade, crescimento. Apesar das novas tecnologias e da comunicação digital, o selo ainda representa e promove o Brasil”, revela a designer Adriana Shibata.

A artista é, junto com a colega Bárbara Duarte, criadora da emissão especial Obras de William Shakespeare, lançada em 2017 e eleita a segunda mais bonita do mundo naquele ano pelo júri da Exposição Filatélica Internacional de Viena – WIPA Grand Prix, formado por artistas plásticos, jornalistas filatélicos e representantes da administração postal austríaca que, anualmente, elegem os mais belos selos de todos os correios do mundo.

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DIA DO SELO
Filatelia e troca de cartas encantam crianças e adolescentes

Kárita Ribeiro
Sandra Santos


Acostumadas a enviar áudios e imagens pelo celular, milhares de crianças do Brasil têm se encantado com um dos formatos mais tradicionais do envio de mensagens na história: a carta. Com 176 anos completados hoje, 1º de agosto, o selo postal brasileiro tem se tornado um dos queridinhos da meninada por meio de projetos educativos em todo o Brasil.

Uma delas é a Camila Pereira, de 8 anos. Aluna do Sesc Escola Horto, de Campo Grande (MS), ela nunca tinha visto um selo até participar do projeto “Correios nas escolas”. “Eu achei o selo maravilhoso. Agora eu comecei a minha coleção com selo da Copa do Mundo, um de pintura e um de livros que parecem antigos. Vou usá-lo para enviar uma carta e também para continuar minha coleção”.

Nos últimos dois anos, mais de 14 mil estudantes participaram da iniciativa ação dos Correios que recebe alunos em visitas guiadas a unidades e centros culturais. Em Natal (RN), o projeto é realizado há mais de dez anos, recebendo estudantes e levando um pouco da empresa até escolas da cidade.

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