DIA DO FILATELISTA
Tem selo pra tudo

Para Pedro do Valle Garcia, os selos “são um tesouro”. Foto: Divulgação/Correios

Sandra Santos

Hoje, 5 de março, é comemorado o Dia do Filatelista no Brasil, data que homenageia os colecionadores de selos. Muita mais que um hobby, a Filatelia é uma atividade cultural que desperta paixões em todo o mundo. Pense rápido em algo: pode ser uma profissão, uma descoberta científica, esporte, animal, planta ou até uma causa a ser defendida. Pensou? Muito provavelmente você encontrará um selo postal, emitido em algum país do mundo em qualquer época, sobre o assunto.

“Todos os temas e todas as ciências estão imortalizadas em peças filatélicas”, afirma o filatelista Carlos Fernando Knauer, de Curitiba. Filho de filatelista, Carlos cresceu em meio aos selos, mas confessa que não se interessava pelo assunto. Por curiosidade, um dia, quis saber se, por ventura, não existia selo sobre Matemática. “Eu perguntei pro meu pai. Então, procuramos, encontramos e, como sou formado na área, resolvi começar uma coleção contando a história da Matemática por meio da Filatelia.”

A coleção de selos de Carlos Fernando conta a história da Matemática. Foto: Divulgação/Correios

Veterano na Filatelia, entre os vários temas colecionados por Arthur Oscar Passos, também de Curitiba, está um bastante inusitado: Mãos. Nesse caso, Arthur explica que não existem emissões específicas sobre Mãos. Por isso, a arte aqui é colecionar selos, não importa o tema, em que aparece a mão. Simples assim. “As mais diferentes situações: o maestro regendo a orquestra, o professor ensinando, a mão dando a vacina, a mão em concha apoiando as mais diferentes situações. Tem que aparecer a mão”, explica ele, dizendo que a inspiração veio há muitos anos, ao ver uma outra coleção sobre o tema.  

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Selos postais sobrevivem à era digital

Kátia Salina

O primeiro selo data do século 19. Mais de duzentos anos depois, a peça ainda é utilizada nos objetos postais, mas de lá pra cá, muita inovação foi aplicada a esse pequeno pedaço de papel.

A utilização em vários formatos é uma delas. Em 2002, os Correios lançaram o primeiro selo redondo brasileiro, dentro da emissão “Campeões do Mundo de Futebol do século 20”. Os países que já haviam ganhado a Copa do Mundo – Argentina, Alemanha, Itália, França, Uruguai e Inglaterra – participaram desse grande projeto filatélico, junto com os Correios do Brasil.

Em 2003, a peça alusiva à luta contra o HIV/AIDS foi lançada no formato de coração, e a do Natal, no formato triangular e autoadesiva.


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FILATELIA
Retrospectiva 2019: relembre os principais selos lançados em 2019

Estampando o canto das cartas, as emissões filatélicas não só comprovam o franqueamento de objetos postais: são fonte de conhecimento e cultura. Personalizados, especiais, comemorativos ou promocionais, os selos também cumprem um papel artístico e social. Em 2019, fatos históricos e questões ambientais ganharam destaque e personalidades foram eternizadas. Relembre as principais emissões lançadas durante o ano:

Personalidades

A primeira emissão filatélica de 2019, lançada em 4 de janeiro, foi o selo comemorativo em tributo ao centenário do nascimento do professor Fernando Figueira, médico e catedrático, que deixou como herança um dos maiores legados da medicina brasileira. O ano seguiu com emissões homenageando pessoas com relevância social e cultural.

 A série “Mulheres que Fizeram História” celebrou a vida de Elza Soares, Hortência, Hebe Camargo, Carolina Maria de Jesus, Maria da Penha e Aracy de Carvalho Guimarães Rosa. Machado de Assis e Joaquim Nabuco foram lembrados na emissão especial Imortais da Academia Brasileira de Letras. Os 130 anos do nascimento de Cora Coralina, a mais famosa poetisa goiana e uma das mais admiradas do país, receberam homenagem dos Correios por meio da emissão de selo personalizado.

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Troca de cartas auxilia na leitura e escrita de alunos em MT e PR

Mais de mil quilômetros separam 40 alunos do primeiro ano do ensino fundamental das cidades de Tesouro, em Mato Grosso, e Itambé, no Paraná. Distância vencida por meio da troca de correspondências entre as duas escolas públicas.

A tradicional carta tem sido a aliada das professoras das duas turmas – uma com 15 e outra com 25 estudantes – para trabalhar a leitura e a escrita. “Pensei em uma metodologia para desenvolver essas habilidades com maior facilidade e a ideia das cartas foi aprovada pelos alunos”, contou a professora Evânia Carmo Leão Heintze, da Escola Estadual Arnaldo Estevão de Figueiredo, de Tesouro (a 379 km de Cuiabá). Para colocar em prática o “Projeto Minha Cidade Meu Mundo”, ela contou com a participação da professora Margareth de Branco Costa, da Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé (a 441 km de Curitiba).

Segundo Margareth, como as crianças estão em fase de alfabetização, ela auxilia na redação das cartinhas, escrevendo no quadro o que os alunos demonstram interesse em perguntar a seus colegas de Mato Grosso. Eles também desenham o que mais gostam na sua cidade como forma de apresentação aos novos amigos.

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