DIA DO SELO
O pequeno notável

Você sabia que o Brasil foi o segundo país no mundo a lançar um selo? Foi em 1° de agosto de 1843, quando entrou em circulação a primeira emissão postal brasileira, chamada de Olho de Boi, uma das mais raras do planeta. Para marcar a data, os Correios lançam neste sábado (1°), selo personalizado que celebra o pequeno comprovante de pagamento de correspondências que revolucionou a história das comunicações.

Já disponível para venda na loja virtual dos Correios, a peça evidencia, por meio de doodles – tipo de esboço ou desenho realizado ao acaso, como um fluir de pensamentos -, as inúmeras inspirações que podem se transformar em emissão filatélica. Afinal, tem selo pra tudo.

Nesses 177 anos de filatelia no Brasil, esse pedacinho de papel, muitas vezes premiado e reconhecido pela qualidade artística e temática, também se tornou um veículo para contar histórias, homenagear pessoas, culturas, artes, esportes, marcar descobertas científicas, incentivar uma boa causa, entre outros tantos assuntos.

1/8/1943: primeira homenagem aos Olhos-de-Boi e ao selo brasileiro

Os selos lançados em 1900, por exemplo, marcam os 400 anos do descobrimento do Brasil. Uma outra emissão de 1930 celebra o primeiro voo comercial entre Brasil e Europa. Muitos dos temas notáveis, eternizados, são propostos pela população.

Antigamente, as ideias chegavam por cartas mas, hoje, as sugestões podem ser registradas no site dos Correios. Basta clicar em Filatelia, depois em Emissões Postais ir em “Sua ideia pode virar selo”. Se não tiver cadastro, é só fazer na hora. Todas as propostas são avaliadas e passam pelo crivo da Comissão Filatélica Nacional (CFN).

“A partir da participação da sociedade, conseguimos enriquecer as temáticas das emissões filatélicas e perceber quais assuntos são importantes, naquele momento, para a sociedade. É comum um mesmo assunto ser sugerido por várias pessoas, de muitos lugares diferentes”, explica a gerente de Filatelia dos Correios, Luciana Ramos.

E você? Que tal enviar uma sugestão? Quem sabe a sua ideia também pode virar selo.

DIA DO AMIGO
A menina, o carteiro e os cartões-postais

Renata Cordova

Gestos simples podem significar muito na infância e marcar a vida de uma pessoa para sempre. Foi assim no encontro da hoje psicóloga Claudia Regina de Assis Garcez com o então carteiro José Bernardo Teixeira Bunilha, na Porto Alegre dos anos 1970. No dia em que se celebra no Brasil o Dia do Amigo, a história da amizade improvável entre uma menina e um carteiro, contada por meio de cartões-postais.

Há 45 anos, Claudia residia na rua José do Patrocínio, na capital gaúcha. Ao resgatar suas memórias de infância, ela lembra das brincadeiras na rua, dos amigos e de uma ingenuidade nas relações e na ocupação dos espaços comunitários que as cidades grandes foram perdendo ao longo do tempo. “Eu brincava na rua, toda a quadra conhecia meus amigos e eu, que apertávamos os porteiros eletrônicos e saíamos correndo. Tínhamos uma cachorra adotada na rua, a Ísis. Quando inaugurou o Lago dos Açorianos, fomos todos tomar banho”, recorda. Nesta época, o pai de Claudia foi morar na Amazônia e a saudade fazia com que a menina enviasse cartas a ele e esperasse ansiosa pelas respostas.

Foi também em meados de 1975 que José Bunilha começou a trabalhar como carteiro: um período de sua vida que ele relembra com saudade. “Naquele tempo, o carteiro era uma figura de suma importância, pois as cartas eram ainda uma das principais formas de comunicação existente. Então, todos os moradores costumavam ter proximidade com o carteiro, desde as crianças até os vovôs, gerando assim muitas amizades”, relata.

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A menina, o carteiro e os cartões-postais”

DISTANCIAMENTO SOCIAL?
Rede de cartões-postais conecta pessoas em todo o mundo

Em tempos de isolamento social, encontrar meios tangíveis de se conectar com pessoas nunca foi tão necessário. Imagina abrir a sua caixa de correio e se surpreender com uma mensagem carinhosa escrita à mão, por alguém do outro lado do mundo, especialmente para você? Essa é a proposta do Postcrossing, um tipo de rede social criada para interligar pessoas através de cartões-postais, que neste 14 de julho completa 15 anos. Para celebrar a data, os Correios lançaram um selo especial em homenagem ao projeto.

Por meio da plataforma digital, desenvolvida pelo português Paulo Magalhães em 2005, mais de 57 milhões de cartões-postais foram recebidos por quase 800 mil pessoas em 206 países. Um verdadeiro intercâmbio cultural, entre letras cursivas e monumentos históricos escolhidos a dedos, de onde também nascem laços de amizades e trocas de afeto.  

O criador do Postcrossing acredita que as ferramentas digitais não substituem e não possuem o mesmo significado de receber mensagens por cartões-postais. “Quase ninguém imprime um e-mail ou uma mensagem de Whatsapp — mas um postal ganha lugar na porta da geladeira lá de casa ou na parede do nosso quarto — ou até no nosso local de trabalho”, ressalta.

A cada postal enviado, recebe-se um de volta. Mas o que o torna o processo mais interessante é que não é escolhido para onde será enviado, nem de onde se recebe — é a plataforma que decide aleatoriamente.

O paulista Carlos Ramalho de Guaraci é um dos mais de 9 mil membros brasileiros inscritos na plataforma. Entre os postais que recebeu destaca um cartão da Finlândia com 30×20 cm. “Era um postal em formato de cogumelos, que nem coube na minha caixa postal”, relembra. Segundo ele, mesmo não sendo o intuito principal do projeto, já fez muitas amizades pelo Postcrossing. “Esse ano recebi a vista de uma portuguesa que vive na Alemanha. Eu iria retribuir a visita no início do próximo ano, mas adiei devido à pandemia”, conta Carlos.

O surto de coronavírus provocou mudanças também para o Postcrossing.  Embora muitos países, como o Brasil, considerem os serviços postais como essenciais, houve restrições em alguns correios. Se por um lado a troca de postais foi afetada pela suspensão de voos de passageiros, a procura pelo hobbie aumentou durante a pandemia.

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Iniciativa aumenta produtividade de carteiros em trabalho remoto

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os Correios implementaram medidas para proteger clientes e empregados, como a liberação de profissionais que estão enquadrados no grupo de risco para trabalho em domicílio. Para garantir a qualidade das entregas e a produtividade dos carteiros afastados, uma iniciativa inovadora permite que os profissionais façam o ordenamento de correspondências de casa.

Funciona assim: antes de serem entregues, os impressos precisam ser separados de acordo com as rotas percorridas pelos carteiros. Agora, em unidades dos Correios no Espírito Santo, onde o projeto está em desenvolvimento, carteiros em trabalho remoto realizam, de casa, essa triagem. Mais de 50 mil objetos já foram separados e ordenados dessa forma, desonerando as equipes que estão trabalhando presencialmente.

Carteiros de Vitória (ES) recebem em casa correspondências para triagem.

Além de facilitar as entregas realizadas pelos carteiros que estão nas ruas, a iniciativa permite aos que estão em trabalho remoto utilizar sua experiência e capacidade produtiva de forma mais efetiva. O conhecimento das caraterísticas e das peculiaridades de cada distrito é fundamental para que o ordenamento das correspondências seja bem executado.

“O encaminhamento da carga para a residência do carteiro é feita com base na viabilidade operacional e economia de recursos, como tempo e combustível”, explica o gerente de Atividades Externas dos Correios, Stéfano Marin Rezende. O controle é feito em formulário que registra quantidade de objetos entregues, com data e hora e garantia do sigilo das correspondências. No dia seguinte, há uma nova coleta e uma nova leva é entregue ao empregado.

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CANAL DE DENÚNCIAS
Mais transparência à nossa atuação

Importante instrumento de controle da gestão pública, de fiscalização do uso dos recursos e da conduta de seus empregados, o Canal de Denúncias dos Correios está disponível a todo cidadão que queira comunicar situações irregulares e não condizentes com os valores éticos praticados pela empresa.

O Canal de Denúncias permite um contato direto, confiável e seguro, que garante a proteção ao denunciante de boa-fé, conforme as normas emitidas pelos órgãos de transparência e controle. Desde 2016, os Correios dispunham de um canal de denúncias, porém o serviço foi revisado e melhorado, para se adequar aos critérios dos Decreto nº 10.153/2019, da Presidência da República.

Por meio desta ferramenta, a empresa tem a oportunidade de corrigir eventuais desvios internos e fortalecer os preceitos de integridade defendidos pela estatal.

Como denunciar – Para facilitar o acesso, a empresa disponibiliza em seu site um formulário eletrônico para a comunicação de denúncias. O canal está aberto para apurar situações de fraude, corrupção, improbidade administrativa, assédio moral e sexual, discriminação, conduta inadequada do agente e entre outras irregularidades. Para assegurar o sigilo, o IP (Internet Protocol) do computador ou do dispositivo que esteja sendo utilizado pelo denunciante não é identificado em nenhuma hipótese.

Além do formulário disponível na Internet, os Correios também disponibilizam os telefones 0800 725 7282 e 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas) para receber denúncias. A ligação é gratuita.

É importante frisar que o canal de denúncias deve ser utilizado de forma responsável. A comunicação de relatos ou informações inverídicas, não passíveis de comprovação, estão sujeitas à sanções previstas em lei penal. Outras manifestações não caracterizadas como denúncia, tais como questões relacionadas a serviços e produtos, devem ser reportadas aos canais oficiais de relacionamento: pelos telefones 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 725 7282 (demais localidades), ou pelo Fale Conosco.

Os Correios reiteram a importância do Canal de Denúncias para tornar os seus serviços, considerados essenciais, cada vez mais transparentes, íntegros e reconhecidos pela sociedade. Desta forma, a empresa consegue dar uma resposta efetiva aos casos de condutas incompatíveis com seu decoro ético e ampliar a relação de confiança e respeito com os diversos públicos com os quais se relaciona.

DOS SELOS ÀS FACHADAS
As muitas cores dos Correios no legado da artista Martha Poppe

A história dos Correios se confunde à de Martha Poppe. Foto: Museu da Pessoa

Entre murais, painéis e selos, a história dos Correios é permeada pela beleza do trabalho de Martha Cavalcanti Poppe. Por meio do talento e da técnica da artista plástica, que nos deixou há um ano, peças filatélicas alçaram status de obra de arte e edificações da empresa construíram elos de sensibilidade com a sociedade.

O desenho sempre foi a grande paixão de Martha Poppe. Aos 17 anos, estudou pintura na escola Belas Artes e cinco anos depois, em 1962, entrou para os quadro de empregados dos Correios. Na área de engenharia da empresa, no Rio de Janeiro, a jovem se debruçava sobre pranchetas, como desenhista copista.

Em estilo vintage, Martha ilustrou selos da série Cinema Brasileiro, de 1990.

Mas foi no recém-criado departamento de Filatelia, em 1972, que a artista encontrou o seu lugar. Em contato com grandes artistas gráficos e plásticos, como Gian Calvi e Aluísio Carvão, a carioca ilustrou mais de 300 selos ao longo de 25 anos. Ao ter a oportunidade de “queimar os fusíveis da criação”, como gostava de dizer, Martha se destacou por imprimir nos selos um grafismo inspirado na linguagem digital.

“Graças a abertura desse novo olhar da filatelia, a partir de uma concepção mais moderna e menos acadêmica, os selos começaram a ficar lindos, coloridos e terem sucesso internacional, também. A inclusão de artistas plásticos brasileiros, de norte a sul, foi muito importante nesse processo”, relatou Martha em entrevista para o Museu da Pessoa, em 2013.

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DIA DO MEIO AMBIENTE
Sustentabilidade dos Correios é reconhecida internacionalmente

Ser uma empresa socialmente responsável, economicamente viável e ambientalmente correta. Essa é a base da Política de Sustentabilidade dos Correios, que integra as dimensões social, ambiental e econômica nos negócios e em toda a cadeia de valor da empresa. Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, destacamos as principais ações que realizamos para evitar desperdícios, minimizar os impactos ambientais das nossas atividades e sermos mais competitivos no mercado concorrencial.

Entre as boas práticas, a nossa gestão das emissões dos gases do efeito estufa, realizada desde 2013, merece destaque. Ano a ano, reduzimos de forma expressiva a liberação de gás carbônico na atmosfera. Segundo dados do último Inventário Corporativo de Emissão de Gás Carbônico da empresa, em 2019 reduzimos em 33,5% as emissões de CO₂ em comparação ao ano-base de 2013.

Na soma dos últimos seis anos, deixamos de lançar na atmosfera mais de 180 toneladas de carbono. Além de proteger o planeta e o meio ambiente, esse desempenho também gera valor a títulos comercializados por empresas que participam do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) da bolsa de valores e que utilizam os serviços dos Correios.

CO₂ em toneladas: gráfico evidencia diminuição gradativa das emissões de carbono dos Correios nos últimos 6 anos.
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Sustentabilidade dos Correios é reconhecida internacionalmente”

Dia do Telegrafista – 24 de maio

Telegrafistas da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), em 1934. Foto: Arquivo Nacional

Em 2020, pleno século 21, época da comunicação instantânea, fica difícil imaginar o que o telégrafo e o telegrafista, profissional que operava esse aparelho, representaram para o mundo durante décadas. No próximo domingo (24), é comemorado o Dia do Telegrafista, instituído em 1944 pelo então presidente Getúlio Vargas, que considerava esse profissional um verdadeiro herói anônimo, pelos relevantes serviços prestados à coletividade.

A data foi escolhida porque cem anos antes, em 1844, houve a primeira transmissão de uma mensagem por telégrafo no mundo. O fato, que ocorreu nos EUA, inaugurou a linha telegráfica entre as cidades de Washington e Baltimore. Apesar de simples, a mensagem era “What hath God wrought!”, que em português significa “O que Deus possibilitou!”, expressando o quanto o mundo estava maravilhado diante dos avanços tecnológicos que surgiam.

Para se ter uma ideia, o telégrafo foi a primeira tecnologia que permitiu a transmissão de dados de forma instantânea, sendo também a primeira ferramenta de comunicação a empregar sinais elétricos para essa finalidade. O profissional responsável por enviar e receber as mensagens precisava ter um conhecimento único, em decifrar os códigos usados para transmitir a informação. Nesse sistema, cada letra do alfabeto e número são representados por uma combinação específica de pontos e traços.

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Filho de “carteiro padrão” dos anos 50 resgata memórias do pai

Filho recupera bicicleta utilizada pelo pai para trabalhar. Foto: Paulo Francis/ Campo Grande News

Apolinário Gonçalves tinha orgulho de vestir o uniforme dos Correios para entregar, de bicicleta, correspondências pelas ruas de Campo Grande (MS). A história do homem que se aposentou como o carteiro mais antigo da cidade, na década de 50, foi destaque no site Campo Grande News nesta quarta-feira (20).

A reportagem mostra como o filho do carteiro, o funcionário público Sidney Spatt Gonçalves (40), encontrou uma forma de homenagear e reviver as memórias do pai, conhecido como Chiquinho Carteiro. Para matar a saudade e passear com a netinha, Sidney resgatou a bicicleta utilizada pelo pai para trabalhar, guardada por 19 anos.

Chiquinho já foi o carteiro mais antigo de Campo Grande (MS). Foto: Arquivo Pessoal

“Ele tinha um carinho e cuidado especial por essa bicicleta, todo domingo limpava, engraxava e regulava. Por isso, nunca quis vender ou doar”, revelou Sidney ao site.

O texto destaca ainda que Chiquinho foi um homem que, além de cuidar zelosamente do seu instrumento de trabalho, guardou durante a vida diplomas, comprovações de mérito e o prêmio de “Carteiro Padrão”. Hoje, todo o material é cuidadosamente guardado pelo filho.

Leia a reportagem aqui.

População envia mensagens de apoio a carteiros

O publicitário Maurílio Andreas criou modelos de cartões-postais para homenagear carteiros. Foto: Divulgação/Correios

Se os carteiros estão acostumados a entregar cartas, uma iniciativa popular criada para homenageá-los inverte essa lógica. Por meio da impressão de cartões-postais, qualquer pessoa agora também pode deixar seu recado de apoio ao trabalho desses profissionais, cuja atividade é considerada essencial nesse momento de pandemia.

A ação foi criada pelo publicitário Maurílio Andreas, da agência Square Egg, de Belo Horizonte (MG). No site da empresa ele disponibilizou um arquivo com três opções de mensagens (confira aqui). Basta baixar o seu modelo preferido, imprimir e deixar na caixa de correio (ou em outro local visível) para quando o carteiro passe pela rua leia o recado.

Maurílio conta que a ideia de homenagear os profissionais dos Correios surgiu por fazer muitas compras pela internet e sempre receber as encomendas das mãos dos carteiros.

“Vejo muita gente falando de motoboys, médicos, policiais e todos eles são fundamentais, mas também devemos lembrar dos Correios como serviço essencial. Os carteiros são tão presentes diariamente na nossa vida, que às vezes não damos o devido valor. Enquanto estamos consumindo de casa, são eles que estão nas ruas, trabalhando para nos trazer o que precisamos”, enfatiza o publicitário.

O carteiro do Centro de Entregas de Encomendas (CEE) de Pampulha (MG), Artur Martins, tomou conhecimento da ação por meio das redes sociais. Ele achou a iniciativa curiosa e se sentiu reconhecido, mesmo ainda não tendo encontrado um recado quando sai às ruas para fazer entregas.

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